PEDAGOGIA EMPRESARIAL
A Educação NO e PARA o Trabalho

Publicações
  Izolda Lopes


Atualmente, presente e futuro se mesclam em inúmeros setores da existência humana, por isto existe uma distância muito tênue entre suas características, o que obriga os profissionais de gestão de conhecimento, como os pedagogos empresariais a permanecer alertas e conscientes de suas atribuições profissionais e pessoais, como a fomentação de aprendizagem contínua, auto-avaliação, estudo seletivo, aplicabilidade de conhecimentos.

"Como preparar?" traduz uma idéia de algo acabado, concluído, que não cabe no ritmo atual das organizações. Portanto, não cabe tampouco para as pessoas, por serem elas que "fazem" as organizações. Sobra, felizmente, uma postura dinâmica, pró-ativa. O gerente de hoje tem que ter consciência de que existe uma nova forma de execução - digo: realização do trabalho - não mais reduzida ao saber ou saber ida ao saber ou saber fazer simplesmente, mas uma capacidade de flexibilizar a aquisição e a aplicação dos conhecimentos numa realidade própria, contextualizada. Conhecimento adquirido tem que ser usado ter serventia, vivenciado não só em situações programadas ou previstas mas, e principalmente, nas situações inesperadas, desafiadoras e/ou conflitantes. É um aplicar o conhecimento adquirido "com" conhecimento, flexibilidade e contextualização e desenvolver os conhecimentos anteriores. Isto é competência. Portanto, podemos afirmar que competência gera competência. Lógico que acontecem os erros, as decisões inadequadas ou no tempo errado, o que lembra que gerentes são humanos, portanto falíveis. Mas se existe competência e capacidade de auto-avaliação, não acontecerão repetições de erros, mas antecipações de situações, resultados, etc. Esta é uma característica necessária ao gerente atual e futuro - transferência de conhecimentos, multiplicação de aprendizagem.

Ampliar o leque de suas competências como a habilidade interpessoal, a visão estratégica, a capacidade de negociação e decisão, a visão interna e externa da organização, entre outras, é indispensável para que o gerente acompanhe o novo modelo de gestão de conhecimentos e suas utilizações. Aqui entra a empresa, com uma postura de investimento real sem preocupação excessiva com a melhoria exclusivamente técnica, manifestando claramente seus objetivos e competências para que o gerente identifique seu papel, suas atribuições e aja com pertinência e objetividade. A organização também deverá ser facilitadora dos processos internos e contínuos de aprendizagem. A organização não pode perder de vista que não existem - e não são produtivas - equipes homogêneas. Portanto, o gerente deve saber promover a coesão e o profissionalismo. Organização e gerente devem ceder para uma melhor adaptação [interação produtiva entre indivíduo e meio-ambiente] aproveitando e valorizando as difeorizando as diferenças individuais.

Investir em desenvolvimento do gerente não é suficiente para alcançar uma melhoria da organização. Para isto, são necessários acompanhamentos posteriores periódicos, com avaliações do processo de implantação e implementação dos novos conhecimentos adquiridos. A preparação do gerente passa pela formação sistêmica e não exclusivamente técnica, com a orientação deste para a importância de se acompanhar os acontecimentos e mudanças externas à organização. Esta é uma atitude que influencia diretamente o hábito de planejar, executar e avaliar processos internos e a promoção contínua de aprendizagem. A organização conta com várias formas de promoção do desenvolvimento do gerente, entre elas: reuniões, palestras, grupos de estudos, cursos, remanejamentos internos, promoção e participação em projetos sociais,etc.

O que a organização não pode esquecer, nem negar, é que a aquisição e a construção de referenciais variados e consistentes são garantias de boa articulação intelectual, compreensão global da realidade, criatividade e iniciativa, o que implica produção com maior qualidade.

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